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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tecnologia de Carros Flex (03)

Por: Pedro Eduardo Szépkúthy

Já falamos aqui sobre tecnologia de carros flex; Desenvolvidos no Brasil há cerca de meia década, hoje a grande maioria dos carros em produção seguem esta linha tecnológica. Nos carros com injeção eletrônica mais antigos, tambem há uma opção para torna-lo flexível, ou melhor, bi-combustível. Trata-se de um equipamento que reprocessa a frequencia de trabalho das eletrovalvulas injetoras, tornando possível o uso de álcool em carros a gasolina.

Os carros com injeção eletrônica, mesmo os movidos a gasolina, têm uma razão de compressão do motor bastante elevada, o que faz com que seja possível o uso do álccol, bastando mudar a quantidade de combustível injetado para acertar o balanço estequiométrico.


O equipamento é muito simples, é um variador de frequencia instalado em série entre a centralina e as eletroválvulas. A centralina, ou módulo de injeção, emite um sinal que segue para a eletroválvula, ou bico injetor, que é interceptado e reprocessado antes de chegar ao seu destino, o bico injetor. Como quem produz os sinais é a centralina, que armazena os "mapas" ou g´raficos de injeção, fica fácil para reprocessar, basta aumentar a frequencia em cerca de 25% e já teremos a quantidade propícia de álcool para o carro funcionar bem.

O consumo com certeza vai subir em número de litros, piora geralmente entre 20 e 30%, mas acaba sendo compensado pelo preço do combústível. Ai é só instalar um kit de partida a frio e curtir o carro bi-combustível.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tecnologia de Carros Flex (02)

Por: Pedro Eduardo Szépkúthy

Após a implantação da injeção eletrônica em toda linha de automóveis nacionais, surgiu a condição propícia para a produção de carros com motores flex. Esses motores na verdade são a somatória dos motoes a gasolina e a álcool.

Na verdade é a média entre os dois, pois para funcionar a contento, ele precisa ter a capacidade de queimar gasolina, álcool ou qualquer mistura dos dois. No tempo dos carburadores, o máximo que se conseguia de taxa de compressão para a gasolina era próximo de 8,5X1. Com a injeção eletrônica essta tazão pode subir para até 12X1, fazendo com que seja possível a queima do álcool de forma satisfatória.

Ou seja, com poucas variações, um mesmo motor consegue queimar gasolina e álcool e a mistura dos dois. Essas variações são alcançadas com um gerenciamento eletrônico eficiente que consegue analisar os dados recebidos de diversos sensores montados no motor, e proporcionar respostas imediatas nos atuadores e eletroválvulas para alcançar a proporção estequiométrica ideal.

Trocando em miúdos o gerenciador eletrônico controla a pulsação e frequencia dos bicos de acordo com a mistura de combustível que vem do tanque. Esse sistema permite, como já dissemos, quimar um ou outro combustível, ou a mistura deles em qualquer proporção de forma eficiente e quase perfeita.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tecnologia de Carros Flex (01)

Por: Pedro Eduardo Szépkúthy

Há alguns anos nosso país deu um passo a frente em tecnologia em relação aos resto do mundo quando iniciou o desenvolvimento de tecnologia flex nos motores de combustão interna. Já haviamos desenvolvido a tecnologia do álcool no final dos anos 70 e decorrer dos anos 80, o que nos colocou na vanguarda de desenvolvimento de combustíveis alternativos.

Na época havia muita teoria (o motor a álcool é conhencido desde a década de 20, porém de forma superficial) e pouca aplicação prática. O proálcool (Programa de Desenvolvimento do Álcool) acelerou o projeto e construção de motores a álcool eficientes, que foram exaustivamente testados e postos em produção pelos fabricantes de autpmóveis.

Chegou-se a tal estágio, que em meados da década de 80, para se comprar um carro a gasolina, era necessário fazer encomenda, pois o produto de lista era com motor a álcool, por sinal, muito eficiente e evoluído. Passada essa fase, veio a decadência do programa, mas isso é outra história.

O Proálcool alcançou seu objetivo sendo o primeiro projeto de combustível alternativo a alcançar resultados prodigios e concretos no âmbito mundial.